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Às portas do dia das crianças, uma reflexão.

11 de outubro de 2017
GoGo Digital - agentes da transformação digital
Pensar nas crianças de hoje livres da influência dos chamados gadgets é praticamente impossível. No meu tempo, era a televisão que tinha hora para começar e acabar em casa. Minha mãe tentava, quixotescamente, limitar a influência da TV, em plena década de 1980-1990, na nossa vida familiar. Videogame, para mim, nunca foi divertido.

Atualmente, os pais sofrem para conseguir estabelecer um período de tempo para a internet no cotidiano de suas crianças. Não raramente vejo filhos de amigos imersos em tablets, celulares, notebooks, com galinhas pintadinhas e conteúdos do gênero. Há quem torça o nariz para isso. Há quem faz a análise apocalíptica de que a tecnologia vai acabar com as relações humanas (já escrevi sobre isso).

Essa nova realidade, tão rápida e ainda desconhecida, faz com que a maneira e os limites de tempo recomendados para que as crianças acessem essas tecnologias sejam revistos diuturnamente. Em 2016, por exemplo, a AAP (American Academy of Pediatrics, órgão  com mais de 60 mil membros nos Estados Unidos) emitiu um documento que abrandava suas antigas orientações sobre o tema. Segundo eles, o primeiro encontro com o universo digital, que antes só deveria ocorrer depois dos 2 anos de idade, agora poderia ser diminuído para a partir dos 18 meses desde que com supervisão e participação ativa dos pais ou responsáveis.

A AAP até elaborou uma espécie de "calculadora"  (https://www.healthychildren.org/English/media/Pages/default.aspx#wizard) para ajudar os pais a pensarem no tempo ideal para acessar, em conjunto com seus filhos, as mídias.

"Utilizar muito a tecnologia significa que as crianças ficam sem tempo para brincar durante o dia, estudar, falar ou dormir", disse à época a Dra. Jenny Radesky, principal autora de estudos sobre a relação entre mídias e bebês/crianças. Para ela,"o mais importante são os pais acompanharem os filhos, para ensiná-los a usar a tecnologia como uma ferramenta para criar e aprender".

Ou seja, a culpa não é da tecnologia em si. Os pais precisam estar, na realidade, cada vez mais presentes na vida de seus filhos. E acompanhá-los, também, nesse processo de aprendizado.

Isso quer dizer que, nesse dia das crianças, pode comprar sem medo um gadget para seu filho. Mas use-o junto a ele. Ensine. E aprenda.