http://www.gogodigital.com.br/wp-content/themes/gogo-digital
http://www.gogodigital.com.br/wp-content/themes/gogo-digital
  • O que a sociologia tem para contribuir com o marketing e a comunicação?


  • Sobre criatividade, dopamina e trabalho duro


  • A isca é a empatia e o peixe grande são as pessoas.


  • Às portas do dia das crianças, uma reflexão.


  • Revolução Digital: Abraçamos ou corremos para as montanhas?


  • Pastel de vento e o fim da feira


Sobre criatividade, dopamina e trabalho duro

21 de novembro de 2017
GoGo Digital - agentes da transformação digital
Há pesquisas que apontam que a criatividade é uma de nossas habilidades mentais. Esqueça a imagem do gênio incompreendido (ou do Einstein com a língua para fora): se reconhecer como uma pessoa criativa e canalizar isso para execução de trabalhos e projetos é uma questão de exercício.

Há pessoas mais criativas do que outras?
A resposta é sim. Mas não por uma ter um “dom” e outra não o ter. A criatividade pode ser entendida como a resposta para um problema que nasceu de um ponto de vista não convencional. Segundo o professor de design gráfico e palestrante do curso “Solução Criativa de Problemas” Brad Hokanson, da Universidade de Minnesota, a  criatividade é diretamente ligada a desafios e a falta destes, compromete o tal lampejo genial. Vamos então assumir que criatividade e trabalho pesado tem tudo a ver? Porque na prática, as ideias geniais estão por todo lugar, a tal da lâmpada que acende apenas facilita essa visão.

A curiosidade é genética, a criatividade é consequência
É comum associar a criatividade apenas ao que se materializa como arte, porém, do ponto de vista evolutivo, a curiosidade e a criatividade ajudaram o ser humano a sair das cavernas e os manteve vivos. E tudo isso é químico.
A dopamina - amplamente associada à sensação de prazer e bem-estar - foi associada em estudos recentes à sede por busca de informações. Segundo estudo de Ken Berridge (1998), a dopamina incita a curiosidade e isso pode ser visto como algo fundamental para a saída dos nossos ancestrais das cavernas, já que o próprio corpo tem sede de coisas novas. E claro, isso gera uma satisfação enorme.

Mas se a curiosidade é química… Porque duvidamos (ou não acreditamos) em nosso potencial criativo?
Essa pergunta abre margem para um outro texto e um pouco mais de bate-papo. Então, sejamos práticos: a nossas auto-crítica nos impede de muitas coisas, mas caso você considere que não está dando uma “forcinha” para achar soluções novas, vamos tentar trabalhar alguns passos simples para a lâmpada se acender em nossos cérebros, como tem que ser.

66 dias para criar o hábito de ser curioso
Segundo estudo da pesquisadora Philippa Lally, as pessoas demoram em média 66 dias para adquirir um novo hábito. Muito? Até que não, considerando que você, leitor desse texto, até hoje não havia parado para iniciar uma perspectiva curiosa para diversas frentes da sua vida.

Mas e durante os 66 dias?
Durante os 66 dias em que isso se tornará parte de você, há algumas coisas que podem facilitar essa “abertura de visão” que quando canalizada em trabalho e projeto, é lida como criatividade.

Busque referências em locais inusitados - Uma solução criativa muitas vezes reúne soluções presentes em outros sistemas (existe até um ramo que busca respostas na natureza, a biônica). Se você precisa criar algo novo, busque similaridade em outros lugares. Essa é uma forma de sair do óbvio.

Busque referências também em locais esperados - Afinal, e se alguém já fez a sua grande ideia? Saber como as pessoas estão desenvolvendo soluções mostra se o projeto será mais um no meio da multidão ou não.

Faça perguntas e trabalhe hipóteses - O “e se” pode ser seguido de um pensamento absurdo. Ótimo! Faça perguntas absurdas e você terá que trabalhar duro para achar alguma resposta. Você provavelmente estará no caminho certo para algo criativo!

Aproveite a dopamina que “evoluiu para nos manter vivos”.

Ser criativo é pensar o que não é comum. É fugir do senso comum o máximo que puder e tentar respostas em locais não usuais. E o maior clichê de todos - mas que é verdade - é que tudo isso está dentro de você. É só se permitir olhar de formas mais ousadas. E o mundo será muito mais interessante.

Fontes:
http://personaldevelopmentwisdom.com/phillippa-lally-how-are-habits-formed.html
100 apresentações brilhantes - Susan M. Weinschenk, Editora Sextante